2023-09-30 Trilho dos Canos d'Água

Trilho dos canos d'Água

No dia 30 de Setembro de 2023, percorremos o Trilho dos Canos de Água. Um caminho de um enorme interesse, paisagístico e cultural. A cidade de Viana do Castelo orgulha-se da panorâmica, que se desfruta do Alto de Santa Luzia, local de onde se avista o vale do Rio Lima no término da sua viagem até ao Atlântico, ou sobre a orla costeira e o verde das veigas, delimitado pelo branco das areias. Este PR 9 de nome, como já referimos acima, Trilhos dos Canos de Água, é um percurso pedestre de pequena rota com cerca de 12 km, marcado nos dois sentidos segundo as normas da Federação Portuguesa de Campismo. Inicia-se o caminho seguindo ao longo do muro que ladeia a estrada no sentido N, até junto a uma casa em ruínas, local onde começa o caminho florestal que se deve seguir. Descemos ao longo desse caminho, sem desvios, até chegar a dois arcos em pedra (conhecidos por Arcos do Fincão). Por cima deles, passam canos de água, captada em minas da serra que ainda hoje abastecem depósitos da cidade de Viana. Após passar o 1º arco, viramos à direita no sentido N e o percurso segue por cima do cano, até encontrar outro arco, onde, pelo lado de baixo e junto ao pequeno ribeiro (seco no Verão) se pode ver um pequeno moinho e a entrada de uma antiga mina de água rasgada na rocha. Retomamos o percurso, por cima do cano, sob denso arvoredo até encontrar uma pequena “casinha de água”. Existe um desvio à direita de acesso a nova mina de água, que se pode visitar. Continuamos o percurso junto da “casinha de água”, no sentido NE e vale a pensa observar a admirável construção destes canos. Um pouco acima, após ligeira subida, cruza-se um estradão. Continuamos sobre o cano até chegar a um novo estradão, junto a um pequeno pontão sobre um ribeiro, local onde se pode ver as ruínas da “Azenha Velha” e em tempo de chuva, uma queda de água. Voltando ao estradão, seguimos em frente no sentido N até chegar a uma estrada de alcatrão. Seguimos ao longo da mesma para a direita (E), até chegar ao pequeno, mas castiço, lugar de S. Mamede que pertence à freguesia de Areosa e, que tem uma capelinha onde anualmente no mês de Agosto se realiza a festo do Mel. Aqui chegados, fomos surpreendidos com mel, broa, pão, tostas e, para acompanhar, um bom vinho da região. Esta boa surpresa foi preparada pelo nosso guia Miguel Moreira e outra amiga caminheira Manuela Rego, que neste dia estavam impossibilitados de caminhar. O mel foi oferecido por outra amiga caminheira, Isabel Dias. Ali, fizemos uma paragem para confraternizar um pouco e, como se costuma dizer, adoçar o bico.

Continuando ao longo da estrada, atravessamos o lugar e vê-se abaixo, do lado esquerdo, um ribeiro com um pequeno pontão que teremos de atravessar seguindo, entre muros, até junto de ruínas que indicam o local da “Aldeia Velha”, origem do povoado de S. Mamede. Quem quiser seguir o caminho para a esquerda, continua até encontrar uma bifurcação para a direita entre muros carregados de musgo, até chegar às ruinas de uma antiga capela (supõe-se ter sido este local um retiro de monges). Volta-se atrás à bifurcação e segue-se em frente até atingir a estrada em alcatrão. Vira-se à esquerda e sobe-se até novo cruzamento. Vira-se à esquerda e, caminha-se ao longo da estrada alcatroada até outro cruzamento de estradas onde inverte o sentido de marcha seguindo por um estradão em terra batida. Passa-se junto ao marco geodésico da “Bouça de Frade” continua-se até chegar ao “Alto de Frade” onde no edifício, aí abandonado (conhecido pela casa dos aviões), esteve para ser instalado um posto de controlo aéreo durante a 2ª guerra. Daqui, desfruta-se de uma vista panorâmica sobre a cidade de Viana e o Vale do Rio Lima. Agora, o estradão desce de forma mais acentuada, sempre entre denso arvoredo até atingir a estrada de alcatrão por onde vamos seguir. O percurso segue, agora, ao longo da estrada em alcatrão, passando junto ao edifício de carreira de tiro. Mais à frente, tem de se abandonar a estrada e seguir um trilho assinalado para a direita, que nos vai levar à torre de um depósito de água para a cidade. Descemos, despois, à estrada principal calcetada em paralelo onde vira à esquerda passando junto da “Citânia de Santa Luzia” conhecida localmente por “cidade velha”. É um dos castros mais conhecidos do Norte de Portugal e, sem dúvida um dos mais importantes para o estudo da proto-história e romanização do Alto-Minho. Continuamos, em frente, até chegar à zona do templo, final deste percurso. Caso disponha ainda de algum tempo, não deixe de subir o escadório até ao zimbório da Basílica, para desfrutar de uma das vistas mais belas de Portugal. Curiosidades: Prazo de execução da obra: Fim do Verão de 1731 Preço da obra: Dois contos, trezentos e noventa mil reis. Pagamento: Dois mil cruzados de primeiro pagamento e, o resto em três pagamentos, até ao fim da obra, à proporção da que for fazendo.

Continuamos a caminhada e, no final, tivemos o nosso habitual convívio/lanche no Restaurante Bar Montanha. Nesta caminhada, como é hábito do nosso grupo, batiza-se quem caminha connosco pela primeira vez, neste caso foi a Isabel Miranda.

Mais um excelente dia e que seja, para breve, a próxima caminhada!

 

Sandra Monteiro Parada
Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos:

Data 2023-09-30
Hora de início 09:30
Hora do fim 15:40
Tempo total do percurso 6h 10m
Velocidade média deslocação 2,46 km/h
Distância total 15,49 km
Nº de participantes 25

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Trilho dos Canos d'Água