2023-09-16 Trilho do Caminho dos Mortos (Merufe/Monção)

Trilho do Caminho dos Mortos (Merufe/Monção) 16 – 09 – 2023 Este foi o percurso escolhido para reinício das atividades após o verão. Bem cedo rumamos a Merufe freguesia do concelho de Monção, povoação antiga, que foi comenda da ordem de Cristo e reitoria do ordinário. O seu topónimo derivará do árabe e quererá significar “coisa conhecida”. Grande couto, nasceu e cresceu à sombra de um convento de freiras beneditinas e em volta da família dos Abreus, uma família coeva das lutas pela fundação da nacionalidade ou mesmo do conde D. Henrique. Merufe tem um mosteiro do qual se sabe que em 1461, a abadessa D. Guiomar Rodrigues informou o rei D. João II da muita pobreza em que viviam e da falta de meios para sustentar a comunidade. O monarca, com autorização do Papa Xisto V, aceitou a renuncia da condessa, sendo então o mosteiro reduzida a igreja paroquial. As freiras foram então mandadas para outros conventos da mesma ordem. Outra curiosidade é o nome do “Trilho do Caminho dos Mortos” que se deve ao facto de, antes da construção das novas vias rodoviárias, os funerais desde os lugares mais montanhosos até á igreja paroquial se fazerem por este caminho. Os finados eram transportados em carros de bois, demorando dias até chegar à igreja paroquial. Alem desta particularidade, podem-se encontrar ao longo do percurso vestígios das primeiras civilizações que assentaram nesta região no 4º. Milénio AC. O percurso está inserido numa topografia de vale e montanha da serra da Anta e tem o seu início no largo da capela do Sr. Dos passos, local em existe um belo parque de merendas e parque infantil. Começamos então a caminhar rumando no sentido Norte/Sul, partindo do parque de merendas. Logo á frente cruzando uma pequena ermida dedicada a N. Sra dos Remédios, apanhamos uma antiga calçada e fomo-nos embrenhando através de muros repletos de musgos e acompanhando o rio de Sucrasto. Lá fomos subindo entre bosques de florestas mistas, alternando entre povoamentos florestais de resinosas e onde podemos encontrar uma grande diversidade de plantas. Sempre subindo, cruzando várias linhas de água, lá mais para cima cruzamos os pequenos lugares de Lavandeira e Arado, virando no sentido Poente até atingirmos a estrada nacional. Aqui se fez um breve descanso e o companheiro Miguel devido a um problema físico entendeu não arriscar, pois sabia o que esperava o grupo, e resolveu rumar ao inicio do percurso caminhando pela estrada alcatroada. Retomando o andamento o grupo depois de deixar o alcatrão, apanhou-se o trilho que subindo novamente cruzou o lugar de Bouças e continuou através de um bosque de cedros e um pouco mais acima passou ao lado da Mamoa do Cotinho, vestígio de civilização do 4º. Milénio AC. Sempre subindo se atingiu o Alto do Pico do Cotinho, local em que se iniciou a descida, agora no sentido Norte. As vistas que o percurso nos oferece é tipicamente serrana. Descendo, cruzando algumas linhas de água tal como o arroio da Chã de Fiais, mais abaixo cruzamos o pequeno lugar de Cernadas e logo depois novamente atingimos a estrada de alcatrão que liga a Portela do Alvite a Monção. Sempre descendo em breve atingimos o local de início do percurso. Feito um merecido descanso e algumas mudas de roupas, ainda houve tempo para num restaurante local, colocado na rotunda da entrada da freguesia, se fez um lanche para retempero das energias despendidas. No final, feitas as despedidas todos rumaram a casa. p/VT MM

 

Miguel Moreira

Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos:

Data 2023-09-16
Hora de início 09:30
Hora do fim 15:32
Tempo total do percurso 6h 02m
Velocidade média deslocação 5,7 km/h
Distância total 17,8 km
Nº de participantes 23