2022-06-11 Entre Mosteiros

São Martinho de Tibães - São Salvador de Vilar de Frades

Antes ainda das 10:00 estávamos em Mire de Tibães para iniciar a visita, previamente combinada ao Mosteiro de São Martinho de Tibães.

A guia destacada para nos acompanhar mostrou-nos inicialmente o Claustro do Cemitério seguindo-se a riquíssima igreja, com um imponente altar-mor de talha rococó, datado do século XVIII, a Idade do ouro do barroco português. Seguiu-se a sacristia e depois a visita ao coro alto, uma outra preciosidade do barroco, com soberbo cadeiral conventual, realçado pelos relevos policromados que cobrem os espaldares e pelo belíssimo trabalho em talha dourada.

Demos depois uma volta pela parte habitacional do mosteiro, ouvindo as extensas explicações sobre o modo de vida dos monges beneditinos e seus superiores, nomeadamente o Abade Geral. Visitamos a enorme “Caza do Capítulo” e pouco depois saímos para visitar os jardins da Cerca, com destaque para o Escadório e a Capela de São Bento e finalmente o lago romântico, antigo reservatório da água do abastecimento ao mosteiro.

Regressados ao edifício, passamos pelos vestígios do claustro do refeitório, seguindo-se a cozinha e os pátios interiores, para finalizar a visita na sala dos vestígios arqueológicos que testemunham as origens deste mosteiro.

Mas era mais que tempo de meter os pés a caminho, já que era quase meio-dia e havia que vencer cerca de 13 Km num dia de calor tórrido, pouco convidativo para percursos pedestres.

Iniciamos a subida para o Monte de S. Gens, tendo feito a pausa de almoço no seu parque de merendas, que propiciava algumas mesas e providencial sombra, que nos permitiu fazer a refeição protegidos da inclemência do sol.

Pelas 13:00 arrancamos para a Capela de S. Gens, iniciando finalmente a descida mais ou menos linear para as margens do rio Cávado.

Depois foi seguir os estradões que correm ao longo da margem esquerda do Cávado, ora ladeando o rio, ora fugindo dele, penetrando os extensos terrenos agrícolas deste rico vale. As sombras eram poucas e o calor muito, mas lá fomos andando a um ritmo constante e com poucas paragens, de modo a cumprir o programa previsto.

O calor fez entretanto muitos estragos e foram vários os companheiros que se ressentiram das elevadas temperaturas, levando mesmo alguns a desistir da progressão, preferindo ficar debaixo de uma sombra e esperar por uma boleia para finalizar o percurso.

Depois de todos reunidos fizemos a prevista visita ao Mosteiro de Vilar de Frades, que embora não tenha a enorme riqueza de Tibães, mereceu também uma prolongada visita guiada.

Os pontos de maior interesse são a bela igreja setecentista, a rica sacristia e o muito trabalhado coro-alto, já que a antiga parte residencial do mosteiro se encontra apenas parcialmente recuperada.

Eram entretanto 18:00, mais que tempo de abalar destas paragens, deixando para trás um dia de calor infernal, iniciado e finalizado com interessantes visitas a dois dos mais importantes mosteiros beneditinos.

Finalmente os nossos agradecimentos ao Dr. Joaquim Loureiro, da Cultura do Norte, que muito gentilmente ajudou na programação do evento, providenciando os guias em cada uma dos mosteiros visitados de acordo com o programa acertado. Também para os guias que nos acompanharam e elucidaram os nossos agradecimentos.

O fecho foi na Adega do Costa, na Várzea, onde repusemos as energias despendidas com iguarias diversas e bom vinho verde.

 

José Almeida
Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos:

Data2022-06-11
Hora de início11:49
Hora do fim16:32
Tempo total do percurso4h 43m
Velocidade média deslocação4,5 km/h
Distância total linear13,7 km
Distância total13,9 km
Nº de participantes19

Esta atividade está no

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