2021-06-03 Serra da Penha - Guimarães

Esta ida a Guimarães já estava prometida há muito, mas a malfadada pandemia foi atrasando sucessivamente a nossa deslocação ao “Berço da nacionalidade”. Entretanto com o abrandamento da situação, decidimos fazer esta atividade no feriado de Corpo de Deus.

Encontrarmo-nos no Parque da Cidade de Guimarães, uma enorme área de cerca de 30 hectares localizada bem no centro da cidade, onde nos esperava a companheira Maria das Dores, responsável pela organização do percurso e toda a logística.

Depois de atravessar o parque seguimos pela Rota da Biodiversidade, percurso que se estende do Parque da Cidade, numa mancha ecológica contínua, até ao Santuário da Penha, onde se destaca a fauna e flora nativas, a riqueza de aves típicas de bosques e as diferentes manchas florestais e que será posteriormente continuado para a cidade desportiva até ao Parque de Ardão, em Silvares – às margens do rio Ave.

A subida é bastante acentuada em diversas zonas e o piso de areão grosso não ajuda à segurança, mas lá fomos subindo calmamente, não havendo mais que algumas escorregadelas a assinalar, mas tudo sem consequências.

À medida que fomos subindo, a envolvente foi-se alterando e ultrapassamos as dificuldades do íngreme escadório cravado nos ciclópicos maciços graníticos, proporcionando aqui e ali curiosas formações de pequenas grutas, estreitas passagens e autênticos túneis entre os matacões de granito.

Chegados ao largo do Santuário de Nossa Senhora do Carmo da Penha, também chamado de Santuário de Nossa Senhora da Penha, reunimo-nos com os quatro companheiros que preferiram fazer a subida pelo teleférico e fomos ver Guimarães “por um canudo”, já que na parte traseira do templo há um miradouro com vista deslumbrante para a cidade.

A última etapa da subida foi trepar até ao ponto mais alto, o Miradouro da Penha, encimado pela enorme estátua do papa Pio IX, local de vista privilegiada para todo o Vale do Ave, onde tiramos mais uma foto de grupo.

Depois foi a descida, bem mais rápida, mas mais castigadora para os joelhos, em que utilizamos o percurso do PR3 – Rota da Penha e mais abaixo um troço da ciclovia Fafe - Guimarães, tendo alcançado o fim do percurso cerca das 14:00, hora mais que propícia para a prometida “surpresa”. O final efetivo não foi no Parque da Cidade mas sim num loteamento próximo, onde nos aguardava o companheiro Armando, mas quem quiser repetir este percurso só tem que continuar a descida antes da última viragem à direita, pois o local de início é bem visível.

A “surpresa” preparada pela Dores foi um repasto magnífico, com entradas variadas, excelente tripalhada e sobremesas de chorar por mais, num local que não podia ser melhor escolhido.

E as calorias tão arduamente queimadas durante a manhã, foram rapidamente recuperadas e agravadas com semelhante repasto. Foi um momento a recordar, tanto pelos comes e bebes, como especialmente pelo convívio que finalmente recuperamos, depois da maldita pandemia nos ter obrigado a mais de um ano de carestia.

Foi tão bom que não houve tempo para nada mais, nem sequer para a prometida volta pelo centro antigo de Guimarães, ficando o passeio para uma próxima.

Uma última palavra para a Maria das Dores e sua irmã Conceição, extensível aos seus familiares, que se esmeraram na organização, subindo a fasquia da hospitalidade para valores elevadíssimos e muito difíceis de alcançar.

O nosso muito obrigado e… até à próxima. 

 

José Almeida
Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos:

Data2021-06-03
Hora de início10:00
Hora do fim14:02
Tempo total do percurso4h 02m
Velocidade média deslocação2,8 km/h
Distância total linear9,6 km
Distância total9,7 km
Nº de participantes19