2016-01-16 Marcha de Ano Novo - Pelas Arribas da Serra D'Arga

S. Lourenço da Montaria

O ponto de partida foi o largo da igreja de S. Lourenço da Montaria.

Aos poucos foram chegando os participantes e desta vez não houve atrasos, o que se saúda! O que houve foi reclamações... pois o que escrevi sobre os atrasados da última caminhada não caiu nada bem... e como quem cala consente... o dito atraso foi muito contestado, já que afinal ainda estavam na hora... e portanto... há que aceitar, desculpar e relevar a falta!

Depois dos cumprimentos da praxe, iniciamos a ingreme calçada da Encosta do Curral que nos guindou até à casa florestal, agora completamente em ruínas, onde fizemos uma paragem para retemperar forças e apreciar a paisagem para a serra de Stª Luzia a sul, a orla marítima de Vila praia de âncora e para norte, as cercanas terras galegas, com Stª Tecla em destaque.

É uma paisagem arrebatadora, muito valorizada pela claridade deste dia espetacular, com um horizonte limpo pelas últimas chuvadas!

Continuamos depois a subida até à singular formação granítica da Porta da Vila, onde tiramos a já tradicional foto de grupo.

Pouco depois seguimos para o local onde se encontra um antigo povoado milenar ou antiga Branda, conhecida pelos "Cortelhos da Chãzinha" ainda com dispersos vestígios da sua já longínqua ocupação humana.

Depois de percorrer demoradamente o local, seguimos a meia encosta, num troço paralelo à Chã Grande, até chegar ao Regueiro da Póvoa.

Aí fizemos a subida à Chã Grande e fomos à procura da Fonte da Urze, onde as primeiras águas do rio Âncora brotam de um cabeço granítico, local escolhido para mais uma paragem para beber um golo e verificar o estado das botas, já que a passagem pelos lameiros da chã, para além da lamice, deixou os pés molhados a alguns dos presentes.

Regressados à meia encosta da Chãzinha, fizemos a pausa de almoço, abrigados dos ventos gélidos que teimavam em se fazer sentir no planalto da chã Grande. Para além esperados dos comes e bebes, uma breve pausa para o momento sempre solene dos batismos dos novos caminheiros; José Martins, Miguel Côto e Miguel Dinis, que foram agraciados com tão prestigiada distinção. Serviram de padrinhos os seniores Manuela Rego e Júlio Viana, que atestaram o préstimo dos caloiros para o grau de Caminheiro Iniciado.

Depois de mais este solene evento, seguimos a meia encosta, por entre os Três Coutinhos, até um conjunto de curiosas pedras, curiosamente moldadas pelo vento e com diversos afloramentos cristalinos.

Seguiu-se a descida pelo Regueiro da Fisga, onde houve ainda tempo para uns quantos irem ver uma outra singular formação granítica, que se assemelha a uma tartaruga.

Depois de retemperados as forças, seguimos a corta-mato, pelo meio de penedos e urzes e descemos a pique à Chã do Guindeiro, agora em grandes obras de pavimentação.

Após o demorado reagrupamento tomamos o caminho dos romeiros de S. João de Arga, fazendo entretanto um curto desvio para o lado da Regueira da Lapa para ver a "santinha", que segundo o Miguel existia algures nesse caminho.

Mas de santinha ... nem santa, nem altar, nem nicho... nada! pelo que foi apenas cumprir mais uns metros e regressar aos amigos que nos esperavam no cruzamento.

A descida de regresso fez-se pelo traçado do Trilho do por do sol, acompanhando as águas tumultuosas do Regueiro da Laje, que logo depois toma o nome de Rio Âncora, até ao Parque de Merendas de S. Lourenço da Montaria.

Finalmente o último esforço da subida até ao largo, acabando aí mais uma marcha na natureza, nesta muito nossa Serra D'Arga.

A tasca de Caçana serviu para último ponto de reabastecimento.

José Almeida
Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos:

Data 2016-01-16
Hora de início 08:57:04
Hora do fim 17:03:09
Tempo total do percurso 8h 06m
Velocidade média 4.4 km/h
Distância total linear 17.5 km
Distância total 17.9 km
Nº de participantes 31