2013-04-24 De Murço à Urzeira

Esta jornada de exploração já estava nos nossos planos há meses, pelo que aproveitamos o bom tempo que se fez sentir nesta véspera de 25 de Abril, para ir até à branda da Cova, partindo da casa abrigo da branda de Murço.

Lamentamos o estado lastimoso da antiga casa florestal da branda de Murço, que foi muito usada como casa de natureza para alojamento turístico, agora votada ao mais completo abandono.

É triste ver como as nossas entidades oficiais desperdiçam verbas em inutilidades e obras megalómanas, para benefícios políticos e deixam para trás o património edificado, a degradar-se sem remédio, em zonas de elevado potencial turístico, como é a do Parque da Peneda Gerês.

Enfim, continuamos pobres e ainda por cima a desperdiçar o pouco que temos...

Mas o nosso objetivo era atingir a branda da Cova. Começamos por tomar um estradão florestal defronte da casa abrigo de Murço e subimos a bom subir a corga da ribeira de João Cão. O trilho estava limpo, pela intervenção recente das brigadas da floresta, pelo que a progressão foi dura mas sem sobressaltos até cruzar a ribeira Escura.

Um pouco mais à frente fizemos a paragem de descanso numa cabana imponente, que fica logo a seguir a cruzar a ribeira. Trata-se de uma cabana, que impressiona, quer pelas dimensões exteriores, quer pela tamanho das pedras aplicadas na sua construção.

Daí para a frente é que as coisas aqueceram, tanto pelo calor que se fazia sentir, como especialmente pela dureza do trilho, que apresenta um declive muito acentuado, que nos dificultou muito a progressão.

Mas lá acabamos por chegar à branda da Cova, na margem da ribeira escura, com as suas casas de pedra dispersas pela vertente este do Guidão.

Depois da foto de grupo, fomos até à ponta do pequeno planalto, visitar a cabana da Urzeira.

Aqui verificamos uma interessante recuperação da cabana abrigo da Urzeira, que lhe restituiu a valência de abrigo de montanha, proporcionando aos caminheiros um interessante refúgio às inclemências do tempo, bem como um ponto de exceção para a contemplação da natureza.

E foi nesse ambiente que fizemos a refeição, retemperando o corpo e alma, com a imensidão da serra em redor e uma vista que alcançava as aldeias de montanha do outro lado do vale do Lima, com destaque para a aldeia da Ermida e a sua branda de Bilhares.

O regresso foi a corta-mato, circundando primeiro a serra e descendo depois a direito, passando por Pias, para a branda de Murço.

Foi um dia intenso, com um percurso de elevada dureza e dificuldade, que acabamos em animado convívio em Ponte de Lima.

José Almeida

Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos:

Data 2013-04-24
Tempo de deslocação 03h 36m
Tempo parado 01h 24m
Deslocação média 2,3 Km/h
Média Geral 1.7 Km/h
Distância total linear 8.4 km
Nº de participantes 5