2011-01-15 Trilho dos Miradouros de Braga

Às 08:00 lá estávamos no Vitral, para apanhar a “carreira” para Braga.

A viagem custou, quer pela sua demora, quer pelas deploráveis condições do transporte que nos foi disponibilizado pela transportador contratada. Não se admite que haja empresas de serviços que proporcionem aos clientes transporte com tamanha falta de qualidade.

Chegados ao início do escadório do Bom Jesus, encontramo-nos com os restantes companheiros, que optaram por distintos meios de transporte e iniciamos a ascensão dos seus 581 degraus.

O escadório é composto por três partes distintas.

O Escadório do Pórtico, com as suas curiosas capelas de Via-Sacra, com as cenas da vida de Cristo, seguindo-se o Escadório dos 5 Sentidos – visão; audição; olfacto; paladar e tacto, representados em fontes em cada um dos seus patamares, terminando com o Escadório das Três Virtudes, com fontes dedicadas à Fé, Esperança e Caridade.

A subida foi lenta e fizemos várias paragens, quer para apreciar as capelas da via-sacra, quer para observar a originalidade das fontes, quer para ver a paisagem.

Chegados ao topo, encontramo-nos com os restantes companheiros, que pacientemente nos aguardavam e fizemos uma visita ao conjunto arquitectónico do Bom Jesus, dominado pela Igreja do mesmo nome.

Atravessamos depois o parque, com a sua luxuriante vegetação e especial destaque para o lago, com os seus coloridos barcos de aluguer, que me recordaram empolgantes passeios de estudo da minha juventude, em que as remadelas e muitas chapinadelas entre colegas e amigos, ficaram retidas como momentos altos de alegria e boa camaradagem.

Saídos do parque, seguimos pela mata, na direcção do Sameiro, observando aqui e ali a paisagem, com Braga como tela de fundo.

Seguiu-se o Sameiro, centro de devoção mariana, em que tivemos oportunidade de apreciar a monumentalidade do conjunto, com destaque para o escadório, encimado pelas imagens da Virgem Maria e Sagrado Coração de Jesus e a imponente Basílica do Sameiro, com o seu belíssimo altar-mor.

Depois de uma curta espera, foi-nos facultado o acesso, por baixo da nave central, à gigantesca cripta, datada de 1979, em que está depositado o padre Martinho.

É decorada com os policromáticos painéis de Querubim Lapa, que retratam a vida de Cristo e com o muito polémico painel de Óscar Casares, designado de Salve Regine, com a representação do ainda mais polémico cónego Melo.

O tempo voava, pelo que continuamos pela mata na direcção da Falperra, onde desembocamos na Igreja de Santa Maria Madalena, que com o seu estilo barroco, encima ampla escadaria.

Como não foi possível visitar o seu interior, seguimos para a singela capela de Santa Marta da Falperra, que lhe fica defronte, onde estava previsto o almoço.

Para os mais valentes, foi ainda o desafio de subir até à capelinha de Santa Marta da Cortiça, advogada das amas de casa, serventes, cozinheiros, camareiros e especialistas em dietética, especialmente venerada por milagreira nas “doenças das mulheres”.

A subida foi o ponto alto para os esforçados caminheiros que quiseram completar o percurso e não se acomodaram ao “bem bom” que o parque merendeiro proporcionou aos mais “sornas”.Depois de apreciadas as vistas, é chegada a hora da descida e dos “comes”, no parque merendeiro de Santa Marta, cujas mesas de pedra serviram às mil-maravilhas para o repasto.

O momento alto do dia foi a celebração do aniversário do companheiro Mesquita, que com trinta e um anos, em cada perna, ainda se revela capaz de acompanhar e mesmo superar alguns dos mais jovens.

Depois de uma citação emocionada do Pimenta, da costumada cantarolada de celebração e sopradas as velas, a emoção embargou o discurso do aniversariante. capacidade mobilizadora e organizativa, que só não nos surpreendeu, por já estarmos acostumados ao seu superior desempenho.

Mas era hora do regresso, pelo que arrumamos as “tralhas” e retomamos o caminho de regresso, desta vez na proximidade da rampa da Falperra, vencendo depois a subida na direcção do Bom Jesus.

A tarde, depois de um almoço daqueles é sempre difícil, pelo que o cansaço ia provocando danos, começando a alongar o grupo, mas os gritos de alento do Parente deram-nos um ânimo redobrado, pelo que obedecendo ao seu impetuoso comando e fazendo das tripas coração, lá fomos progredindo em conjunto, vencendo mais esta provação.cadarias laterais do templo, seguindo-se a descida para o local de início.

Como o elevador não comportava todos os participantes, foi uma corrida desatada às “vagas”, tendo os melhor preparados para estas coisas e os “atrasadinhos” vindo calmamente pelo escadório.

Como bónus, fizemos a descida a apreciar o fim de tarde a cair sobre Braga, e ainda a curiosidade de poder apreciar de bem perto, uma equipa de televisão, com a presença da sempre sensual Barbara Guimarães, a enriquecer o enquadramento do escadório dos sentidos, como fundo.

Pouco depois foi a sempre demorada despedida, apressada por imperiosa buzinadela do Parente, seguindo-se a partida dos companheiros para os seus destinos de origem, tendo o grupo de Viana feito uma breve paragem técnica de abastecimento de comes e bebes em Barcelos, de forma a ganhar alento, para aguentar o autocarro até ao Vitral.

José Almeida

Vianatrilhos

PS: O aniversariante do dia pede ao cronista, que assinale o agradecimento do coração a todos (Vianatrilhos), em especial aos responsáveis pela "surpresa" e que permitam que seja extensivo a todos os Capricórnios do grupo, a saber: Miguel Moreira (22/12); Augusta Durães (23/12); Júlio Viana (27/12); Ana Maria (31/12); Ruthe (08/01) e Manuel Rego (09/01)

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos:

Data2011-01-15
Tempo de deslocação04h 14m
Tempo parado02h 08m
Deslocação média 3,5 Km/h
Média Geral2,3 Km/h
Distância total linear18.2 km
Nº de participantes45