2010-11-06 Carvalheira de Abedim

Começamos em Abedim, Junto à casa do Povo, no lugar de Paraisal, numa magnífica manhã de Novembro, propícia ao passeio e à apreciação da natureza campestre desta bela região do Alto Minho.

Este trilho, faz parte dos percursos da responsabilidade da Câmara Municipal de Monção e está classificado como Ecológico-Paisagístico. Decorre em zonas agrícolas e bosques densamente arborizados, em que predominam os carvalhos, numa zona muito húmida, com várias linhas de água, que fazem parte da bacia hidrográfica do rio Gadanha.

Após um café rápido, iniciamos e percurso pela subida para o lugar de Pereiro, tendo depois inflectido à esquerda para uma zona densamente arborizada, com caminhos rurais meio escondidos pelos musgos e folhagem Outonal. Depois de várias paragens para apanhar castanhas e pôr a conversa em dia, chegamos a Grandachão, onde demos com o padeiro!

Ai o padeiro! Que providencial aparição esta!

Foi um ver se te avias de pães, bolos e mais bolos, salgados e muita broa.

Negócio, só não fez mais, porque não tinha “bebes”, senão saía dali sem nada!

Barriga cheia, lá passamos Grandachão, apreciando as típicas construções rurais, começando a descida para o monte de S. Martinho ou Penha da Rainha, tendo como fundo o diáfano manto de nuvens baixas.

O monte de S. Martinho foi um castelo roqueiro, testemunho da época da Reconquista, de que não resta senão o sítio e marcas de uma cerca e de uma torre de menagem, entretanto demolida para obras da construção da igreja de Abedim.

Como destaque, a humilde ermida de S. Martinho, encravada entre enormes pedregulhos e com íngreme acesso, é relíquia digna de veneração.

Os mais valentes subiram as íngremes escadas, cravadas na rocha, trepando até ao cimo do afloramento granítico, tendo os mais comedidos ficado pela ermida.

Os mais “sornas” ficaram como o lagarto ao sol, sentados no merendeiro na base do maciço rochoso, não arriscando sequer a subida, pelo que só foram arrancados da contemplação pela foto de grupo e pelo inultrapassável regresso à viaturas.

Depois de tudo acabado, a grande maioria dos presentes deslocou-se a Bertiandes, ao nosso bem conhecido Celeiro, onde a organização tinha encomendado um frugal repasto para retemperar as forças.

Frugal só de nome, pois era um sarrabulho dos “fortes”, bem regado e rematado com as típicas castanhas assadas, adequadas ao S. Martinho, que está já à porta.

Tive pena de não ter podido ir ao repasto, já que obrigações familiares me condicionaram o regresso a Viana, mas pelo que me contaram, a coisa foi “em grande”, tendo havido mesmo momentos brilhantes de confraternização, tão necessários nestes dias de depressão económica, que nos tolda o semblante, amargura o quotidiano e compromete o futuro.

Pelo que o Miguel me contou, houve mesmo uma estreia mundial… com a actuação de uma tocata, composta por insuspeitos elementos do grupo, que se revelaram executantes exímios, dispostos a animar todos os presentes, apesar de terem faltado alguns instrumentos, coisa pouca, que não prejudicou em nada o brilho da sua muito aplaudida actuação.

O Jorge Lima maravilhou com a sua concertina, acompanhado pelo Mário Cruz à viola, estando a secção rítmica a cargo da Augusta e da Louise, que com raspas improvisadas de pinhas e acompanhadas com outros instrumentos de ocasião, proporcionaram aos presentes, inolvidáveis momentos de descontração e alegria.

Dançadores e dançadeiras também não faltaram, tirando a ferrugem das articulações e empurrando para longe as tristezas, que a vida é para gozar e o fim-de-semana é para a diversão.

Ficou a promessa de mais e melhor para a próxima

José Almeida

Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos:

Data2010-11-06
Tempo de deslocação03h 09m
Tempo parado00h 44m
Deslocação média 2,9 Km/h
Média Geral2,3 Km/h
Distância total linear9.1 km
Nº de participantes40