2008-09-27 Trilho da Chão - PR8

Este PR tem o seu inicio junto do edifício da SIRC- Sociedade de Instrução e Recreio de Carreço.

Vamos fazer a descrição caminhando em direcção ao N, transpondo o viaduto “ponte seca” sobre o caminho de ferro, continuando entre o casario do lugar de Paçô, passando junto da capela de S. Sebastião, junto das gravuras rupestres da “Lage da Churra”, atingindo a ultima moradia da freguesia. Inicia-se então a subida para o alto da serra, em direcção E / NE através da velha calçada do “Caminho da Costa de Paçô”, em cujos lajedos se encontram gravados os rodados dos carros de bois.

Quando chegar ao estradão florestal em terra batida que vem de Afife, vire à direita e por ele continue subindo até alcançar um belo miradouro onde pode observar uma panorâmica sobre o mar e Vila Praia de Âncora, com o monte de Santa Tecla na Galiza lá no fundo á nossa frente.

De imediato se atinge um cruzamento com outro estradão em terra batida, que liga Viana do Castelo á Senhora da Cabeça. Aqui vire e siga para a direita ao longo do mesmo e em direcção S, para em breve chegar a novo cruzamento da “Pereirada”. Bem lá na frente sobre a imensidão do planalto da Chão, já se vislumbra o marco geodésico que nos vai servir de referência.

A partir daqui o percurso de ida e volta até á ao Talefe será comum, seguindo ao longo do estradão florestal.

Estamos em plena Chão, planalto imenso da serra de Santa Luzia, com zonas húmidas, pequenas nascentes de regatos e algumas lagoas naturais ou acondicionadas pelo homem, onde vêm beber os “garranos”, cavalos selvagens, e as típicas vacas barrosãs que aqui vivem em liberdade.

Chegados á base do Talefe inicie a breve subida para o ponto mais alto da Serra de Santa Luzia (550m.), assinalado pelo marco geodésico de 1ª categoria, conhecido como “Talefe” ou “Gurita de Couço”.

Após deixar o marco geodésico, regresse novamente ao estradão, e siga o percurso no sentido inverso até ao cruzamento da “Pereirada”, mas no trajecto poderá fazer um pequeno desvio para atingir as ruínas da casa florestal da “Fonte Louçã”. Neste local bem perto existe um tanque em pedra, abastecido pela água límpida da Fonte Louçã. Junto ainda também são visíveis valas escavadas no século passado para extracção de minério.

Regressando ao cruzamento da “Pereirada”, local em que poderá iniciar a descida em direcção Oeste (pela esquerda). Ao longo da descida vai contornar pelo N uma pequena elevação onde estão as “Pedras da Cruz do Calvo” atingindo em seguida o desvio para o “Alto do Mior” mais conhecido por “Miradoiro das Bandeiras”, com uma vista deslumbrante sobre o oceano, farol de Montedor e as veigas de cultivo de Areosa, Carreço e Afife, numa sinfonia de cores verde e azul.

Retome a descida, agora em direcção N, e logo deixará o estradão para tomar pela esquerda a antiga calçada do “Caminho da Costa de Carreço”, que desce serpenteando em direcção O, calçada centenária utilizada por carros de bois, dos quais nos ficaram como testemunho os sulcos no granito, e algumas datas nas pedras “eras”, assinalando intervenções periódicas e comunitárias para manutenção dos caminhos.

Esta calçada será cortada a dada altura por um estradão pelo qual terá de seguir em direcção NO, até ao sítio da “Coroa”, onde existem vestígios de um antigo castro.

A partir daqui siga para SO descendo, passando pelas “Fontelinhas” e atingir as primeiras casas do lugar de Carreço, e a capela de S. Paio, segundo a tradição a primeira igreja de Carreço.

É então altura para, voltando para NO, passar pelo “Largo do Aral”, “Campo da Cal”, Igreja Paroquial, e chegar á SIRC, final deste percurso.

Miguel Moreira

Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos:

Data2008-09-27
Tempo de deslocação05h 37m
Tempo parado02h 20m
Deslocação média 3,5 Km/h
Média Geral2,5 Km/h
Distância total linear19.9 km
Nº de participantes36