2007-03-10 Da Portela de Alvito a Porta Cuco

Desta vez éramos 52 caminheiros, que se juntaram em Portela do Alvite, nesta convidativa manhã de Março.

Depois de uma espera forçada por um grupo de Gondomar, que se atrasou, começamos a subida na direcção de Paço, pela estrada asfaltada, defronte do posto de gasolina, divisando abaixo uma soberba vista sobre o vale do Vez, com a aldeia do Sistelo em grande plano, em que já tivemos oportunidade de fazer várias outras actividades e bem conhecida pelo seu castelo e cruzeiro.

Inflectimos depois à esquerda, pelo estradão florestal que nos conduziu pelo Couto dos Aguçados, Portela do Marco, rodeando o Cumeal, até ao cavado desfiladeiro do Vez.

Aí, descalçadas as botas, fizemos a travessia com redobrados cuidados, pois embora a temperatura da água não convidasse, o risco do salto entre as pedras escorregadias aconselhava prudência dos menos destemidos.

Refrescados os pés e calçadas as botas, saltamos uma vedação e iniciamos a subida íngreme, com a branda do Arieiro à nossa esquerda, pouco perceptível no aglomerado de rochas graníticas e vegetação rasteira dispersa.

Depois de algumas dúvidas de navegação e de uma espera forçada do grupo da frente, que se precipitou na direcção errada, rodeamos o alto das Pardelhas, de onde pudemos divisar todo o vale do Vez, com uma vista de excelência para Stº António de Vale de Poldras, Chã da Lama e Alto do Corisco, até ao ponto em que este contorna o Alto da Preguiça e inflecte para sul, na direcção da nascente.

Seguimos então na direcção sul, contornando a Costa do Salgueiro e pese a insistência de alguns, que reclamavam a paragem para almoço, continuamos até à branda de Porta Cuco, onde fizemos o reagrupamento e a pausa.

O local escolhido foi o cabeço fronteiro, onde retemperamos as energias desfrutando a vista para o vale de Bugalheiros, com a Peneda(1374) e o Pedrinho(1348), bem à nossa frente.

Recordo que foi neste alto que tivemos oportunidade de observar uma das raras batidas que ainda se realizam na Peneda, com os caçadores posicionados nos altos e o distante barulho dos batedores e cães, que subindo o vale, procuravam conduzir a presa na sua direcção.

Depois de um coro bem afinado ter celebrar o aniversário da companheira Isabel, contornamos a branda de Porta Cuco, descendo na direcção de Lapinheira, onde tomamos o caminho de acesso à branda de Cristibô. Esta branda é um dos exemplares mais interessantes da Peneda, quer pela sua localização, quer dimensão e enquadramento paisagístico.

Após curto descanso, recomeçamos a descida, na direcção da aldeia de Porta Cova, tendo à nossa direita o magnífico vale do Vez, com os socalcos tão esforçadamente acastelados na sua margem, testemunhos de gerações de trabalho árduo.

Cruzamos mais uma vez o rio Vez, regressando à sua margem direita, aproveitando esta travessia para obter a foto do numeroso grupo, que quase não cabia na pequena ponte.

A meia encosta seguimos pela trilho da Costa da Ponte até à aldeia de Paço, onde fizemos o último reagrupamento e aproveitamos para um dedo de conversa com os locais, que estranharam a invasão de tão calmas paragens.

A última etapa foi a de regresso a Portela de Alvite (ou Alvito), onde alguns ainda aproveitaram o sol para fazer uma última merenda.

José Almeida

Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos:

Data2007-03-10
Tempo de deslocação05h 18m
Tempo parado02h 48m
Deslocação média 3,8 Km/h
Média Geral2,5 Km/h
Distância total linear20.1 km
Nº de participantes52