2009-12-19 Trilho Interpretativo da Ribeira de Covas

Trilho de Pagade

Com a presente época de caminhadas a decorrer nada de feição, devido ás circunstâncias do tempo que se tem feito sentir, e que determinou o cancelamento de algumas actividades programadas e o contacto regular entre pessoas. Por esse facto houve a lembrança de á semelhança de anos anteriores procura levar a efeito o convívio de Natal, pese embora muito em cima da hora, mas com a convicção de contribuir de alguma forma para uma jornada de convívio entre os “caminheiros do Viana Trilhos”.

Da ideia passou-se á acção, tendo para o efeito na quarta-feira anterior sido feito o reconhecimento, apesar da copiosa chuva que caía, mas mesmo assim conseguido preparar a actividade. Depois foi o envio e colocação na Net da convocatória.

Assim cerca das 10H00 do dia 19/12/09, com uma manhã de sol mas com muito frio (cerca de 2º), demos inicio ao primeiro percurso “Trilho interpretativo da ribeira de Covas” com inicio no parque de merendas de Covas, junto de uma queda de água do rio Coura,

Começamos por o acompanhar na sua descida para a foz localizada em Caminha (o rio Coura tem cerca de 50 km de comprimento desde a sua nascente até á foz). Logo no início e devido ao aumento do caudal do rio parte do trilho estava submerso o que nos obrigou a caminhar pela estrada até atingirmos a barragem que forma a albufeira. Aqui teríamos de cruzar o rio para a margem contrária sobre uma ponte Himalaia, mas tal não foi possível por a mesma ter sido arrastada pelas enxurradas dos dias anteriores.

Assim resolveu-se continuar o percurso acompanhando a estrada até atingir-mos o local de retorno na antiga Central Hidroeléctrica agora desactivada e em plena ruína, situada na margem contrária, tendo para isso de se atravessar um ponte que a servia mas cujo piso lhe falta em alguns sítios. Anote-se o facto de esta central ter sido a 2ª central a ser construída em Portugal no ano de 1910.

A partir daqui e subindo o rio o percurso é muito bonito, fazendo-se ao lado de uma levada, que conduzia a água da barragem para a velha central.

O percurso feito sempre através da garganta escarpada do vale do rio, por baixo de vastas copas de árvores autóctones, típicas das ribeiras de montanha, com uma policromia muito bonita ajudada pelo sol.

Assim este percurso para além da beleza paisagística e aforística, e das componentes culturais e patrimoniais relacionadas com a arqueologia Industrial hidroeléctrica, o que no seu conjunto incrementam a importância do mesmo, pena é a ruína em que se encontra.

No final da levada e atingindo-se a ponte destruída pelas águas do rio houve que retroceder e voltar ao inicio do percurso. Aqui e após uma curta viagem nas viaturas (cerca de 1,5 km) até ao parque de campismo de Covas, demos inicio à segunda parte da actividade, que consistiu na realização do “Trilho de Pagade”, não sem primeiro ter havido um acertar de horas com os proprietários do parque, em relação ao almoço.

O Trilho de Pagade foi efectuado já com a companhia do Ernesto e é um percurso realizado através de alguns lugares da freguesia, tendo como destaque a capela de S. Gregório (séc. XV/XVI), e a azenha de Pagade no rio Coura.

Cerca das 14H10 chegamos ao parque de campismo onde já nos esperavam os caminheiros Fernando Vilaça, Luís Santos e o Miguel Pimenta acabado de chegar de terras de sua majestade.

Agora havia chegado o momento de outra caminhada, a do convívio gastronómico da quadra de Natal, a realizar no restaurante do parque não faltando a lareira acesa e a boa disposição.

As entradas já estavam em cima da mesa, seguindo-se uma sopa á lavrador, arroz de feijão com pataniscas á moda de Montalegre, leite-creme na sobremesa não faltando o bolo-rei e o espumoso. Para acompanhar tudo isto o caminheiro Pimenta brindou o grupo oferecendo vinho BRONTE em garrafas individuais e de castas diversas (Cabernet, Merlot e Syrah).

A boa disposição foi evidente ao longo do convívio, mas aproximava-se a hora do regresso a casa, com a luz do dia a desaparecer por estas terras de serras minhotas, e com pena nos fomos despedindo com desejos de Bom Natal e Bom Ano Novo.

Como nota final não poderemos deixar de registar e elogiar toda a amabilidade e forma simpática e amiga como fomos brindados pelo casal donos do parque de campismo, e a boa comida com que a D. Elisa, transmontana de Montalegre nos brindou, ajudando a que este convívio tivesse sido bem sucedido.

Até ao próximo dia 9 de Janeiro de 2010, onde através de uma majestosa calçada subiremos á Sr.ª. do Minho para mais á frente vos mostrarmos uma “branda” em plena Serra D’Arga

 

 

Miguel Moreira

Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos:

Data2009-12-19
Distância total linear13.5 km
Nº de participantes17