2005-04-16 Travessia Carreço - Mezieiro

Conforme a tradição, desta vez a travessia foi feita de Carreço para Outeiro.

Depois da concentração na SIRC, com a tradicional fotografia de grupo, iniciamos a travessia da freguesia, tendo os 42 participantes subido pela velha calçada do Caminho de Trás da Costa, até atingir o Alto do Mior, também conhecido como Miradouro das Bandeiras, com a sua ímpar panorâmica sobre a orla costeira.

Atravessamos depois a Chão, passando pelo Viveiro da Fonte da Louçã, onde fizemos uma pequena pausa, apreciando a destruição que foi feita ao local já foi usado em diversas ocasiões, para as pausas de almoço e hoje totalmente degradado.

Continuamos até ao marco geodésico, denominado Talefe,  com a altitude de 550m, que domina a serra e com uma vista que se espraia em todas as direcções.

Depois de nova foto de grupo, iniciamos uma descida "radical" pelo meio do mato alto, que mereceu reparos de diversas companheiras, menos habituadas a estes terrenos, e queixosas dos arranhões devidos à agreste vegetação.

Regressamos depois à Chã, tendo iniciado a descida para Outeiro. Paramos logo a seguir para pausa de almoço, com a costumada troca de farnéis, enriquecida pelo baptismo de 10 novos caminheiros, que pela primeira vez participaram numa actividade desta Associação.

Para que conste, os caloiros fora: Claúdia Lousinha, Helder Torres, Fátima Sousa, Isabel Soares, Alexandrina Videira, Cristina Sofia Abreu, Renata Videira, António Ramalho, Manuel Vale e Eugénia Borlido.

A cerimónia de Baptismo foi celebrada condignamente pelas madrinhas Manuela Rego e Lurdes Videira, que perante uma atenta plateia, entoaram os cânticos solenes que abrilhantaram este momento solene e muito participado. 

Descemos depois, por caminhos semi-destruídos pelas obras da auto-estrada, na direcção do Mezieiro, onde fizemos um pequeno desvio, para mais um troço radical, por calçada em avançado estado de abandono, tendo depois seguido para a Azenha do Maral, em perfeito estado de funcionamento.

O percurso teve o seu final no Núcleo Museológico do Pão, no lugar de Além Rio, onde pudemos apreciar todos os utensílios que faziam parte da cultura do milho, bem como na sua transformação e preparação alimentar.

Este núcleo enquadra-se no projecto em curso da criação da Rede de Núcleos Museológicos de Viana do Castelo, que tem como objectivo a preservação, valorização e promoção turística do nosso património.

O dia acabou na sede da SIRC - Sociedade de Instrução e Recreio de Carreço, num arroz malandro com panados, com muita conversa à mistura.

 

José Almeida

Amigos da Chão

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos:

Data2005-04-16
Tempo de deslocação05h 24m
Tempo parado02h 25m
Deslocação média 3,7 Km/h
Média Geral2,6 Km/h
Distância total linear19.8 km
Nº de participantes43