2017-05-20 No alto de Outeiro Alvo

Peneda - Outeiro Alvo - Bouça dos Homens - Peneda

 

Depois do encontro no Vitral fomos até ao santuário da Srª da Peneda, onde se nos juntaram mais alguns companheiros para mais esta jornada no Parque Nacional da Peneda - Gerês.

O percurso que serviu de base a esta atividade foi o PR2 – Trilho da Peneda, acrescido da ida a Outeiro Alvo, um dos picos mais altos da Peneda que estava já na nossa mira há alguns anos, mas que por esta ou aquela razão, foi ficando  sempre para trás. Alguns obstavam, alegando que era demasiado duro para o grupo, outros que não valeria a pena o esforço, mas após alguma teima pessoal, foi agora tempo de vencer mais um ponto de uma antiga aposta.

E aposta é a de vencer todos os picos mais altos da Peneda – Gerês. Já passamos pelo Guidão (1216m), Carvalhinha (1096m); Louriça (1359m); Fonte Fria (1458m); Carris (1508m) Borrageiro (1430m); Peneda (1374m); Pedrinho (1348m); Pedrada (1416m); Gestal (1268m) e agora Outeiro Alvo (1314m). Já poucos faltam… mas ainda há que dar a perna.

Iniciamos o percurso num radiante dia de primavera, junto ao parque de estacionamento de pesados do santuário e tomamos a ingreme calçada que liga a aldeia da Peneda à branda da Bouça dos Homens. A subida foi penosa, pois à forte inclinação juntou-se a falta de vento e um calor intenso que nos desgastou mas não venceu.

No topo da subida, surge à nossa direita a imponente massa granítica da Penameda, que com os seus 1268m domina o vale que começamos a descer, para um pouco adiante virar a norte e tomar o “trilho” de acesso a Outeiro Alvo, sinalizado por diversas mariolas, dispersas no acentuado declive. A marcha tornou-se ainda mais lenta, pois a calçada deu lugar ao corta mato mas a aragem do cimo da serra aliviou o forte calor do meio dia, proporcionando uma bela marcha até à base da derradeira subida ao topo do Outeiro Alvo.

Depois de agrupados começamos esse esforço final, bem referenciados, quer pelo GPS, quer pelas mariolas, pois a subida obrigava a uma escolha muito seletiva do percurso, entre os enormes blocos graníticos, que fomos contornando ou trepando, até atingir o topo da serra.

Aí, surgiu a imponente torre de vigia, de onde se contempla uma paisagem a 360º impressionante, com destaque para a do vale do rio Tieiras ou da Peneda, que mais abaixo se junta com o rio Pomba ou rio Grande, mas especialmente pela vista para norte, com Lamas de Mouro lá ao fundo, enquadrada pelas distantes serras  galegas.

É de tirar a respiração e só por si merecedora do esforço da jornada!

Depois da pausa e da foto de grupo havia que continuar, pelo que regressamos à calçada e descemos até à estrada alcatroada que liga Lamas de Mouro ao cruzamento do Batateiro, fazendo a pausa de almoço nas frescas margens do rio Milharas, aproveitando bem o merecido descanso.

Desta vez não fomos visitar a branda da Bouça dos Homens, pelo que tomamos o velho trilho do Pé-Posto, que os peregrinos utilizam na sua deslocação ao santuário. De facto o nome está certo, pois só a pé é viável vencer a grande inclinação desta estreita calçada que sobe a bom subir na direção da Penameda, para depois descer para o pântano da Chã do Monte, onde está a lagoa artificial, cujo caudal acionava a extinta central elétrica da Peneda.

Teria sido por estas bandas que a Senhora da Peneda terá aparecido a um pequena pastora de cabras, primeiro sob a forma de uma pomba branca e depois sob a forma da imagem que ainda hoje se venera.

A lagoa, embora artificial, é um paraíso no alto da montanha que regala a vista e proporcionou mais umas belas fotos e alguns momentos de merecido descanso.

Neste enquadramento magnífico, caiu a nódoa da queda do companheiro Rego, que esfolou a canela na travessia dos caneletes de escoamento de água do paredão. Foi um susto, que poderia ter outras consequências mas tudo acabou em bem… ou quase, já que da esfoladela e do susto… não se livrou!

A parte final, foi a descida do lago para o santuário da Senhora da Peneda, com o imponente penedo da Meadinha ao nosso lado. Foi um sacrifício para os joelhos, que sofreram um tratamento de choque com a rudeza do declive e as voltas e mais voltas do trilho que finalmente desemboca no adro do santuário.

Depois de algum tempo de espera pelos esbaforidos caminheiros, vergados ao esforço e sede, ainda faltava o último esforço para recuperar as viaturas que tinham ficado mais acima.

Enfim, cansados mas satisfeitos com mais esta jornada na Peneda que deixa saudades!

A paragem final foi no 27!

José Almeida

Vianatrilhos

 

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos:

Data 2017-05-20
Hora de início 09:40
Hora do fim 16:59
Tempo total do percurso 7h 18m
Velocidade média deslocação 2.74 km/h
Distância total linear 14.98 km
Distância total 15.22 km
Nº de participantes 19