2017-04-22 Na senda do lobo da serra d'Arga

Estorãos - Arga de Cima - Montaria

 

Começamos pelas 08:45 na remota aldeia de montanha do Cerquido, da freguesia de Estorãos, Ponte de Lima, nos contrafortes da serra d'Arga.

Este percurso teve por base o "Trilho do Lobo Atlântico", mas com algumas alterações relativamente ao original.

Deixamos a pequena capela de de Santa Rufina e seguimos para norte.

Já cá não vínhamos há algum tempo, pelo que ficamos agradavelmente surpreendidos com um recente e interessante empreendimento turístico rural, o "Cerquido Village", em perfeita harmonia com a natureza envolvente e que vem alargar a escassa oferta turística destas paradisíacas aldeias de montanha.

Desta vez não fomos pela velha calçada da Porta do Lobo, deixando mais à frente o estradão, para subir para a casa florestal do Alto do Cavalinho, deixando para trás as escombreiras de uma das minas de volfrâmio que abundam na serra d'Arga.

Os Romanos pesquisaram o ouro na zona de cisalhamento mineralizada de Argas-Cerquido, onde são vários os vestígios mineiros que testemunham esta atividade. A própria designação Arga (Serra de Arga), possivelmente deriva da palavra latina Aurega, “a mãe do ouro”.

Depois da foto de grupo passamos pelo aldeia de Arga de Cima, agora pertencente à União das Freguesias de Arga (Baixo, Cima e São João), do concelho de Caminha, com as seu casario de pedra e conhecida essencialmente  pela Capela de Santo do Alto (conhecida como do Santo do Chocalho) associada a várias lendas e histórias da Serra d’Arga e pelo Pontão do Lobo, sobre o Regato da Fraga, hoje completamente destruído.

Deixamos Arga de Cima e começamos a penosa subida para o Alto da Portela, primeiro acompanhando uma tubagem de captação de águas, passando depois ao corta mato, até atingir as gigantescas torres eólicas da Chã Grande.

Foi uma subida difícil e muito cansativa, já que o grupo se aventurou a subir por uma enorme laje granítica, deixando o caminho previsto bastante mais acessível e seguindo a direito. Não sei de quem foi a decisão, mas o grupo deve seguir quem organiza e guia e não ir atrás de quem nem sequer sabe o caminho, como foi o caso. A Louise apanhou-se na frente... e lá se foi a disciplina do grupo. Desta vez perdeu-se na Chã Grande, obrigando-nos a ir à sua procura!

"No comments"

Já em território da freguesia da Montaria de Viana do Castelo, cruzamos a vasta Chã Grande e fizemos a pausa de almoço na Fonte da Urze, aproveitando para repor as reservas de água nesta nascente do rio Âncora.

Durante o repasto veio à baila qual a verdadeira  nascente do rio Âncora, já que este é formado por três regueiros. O Regueiro da Lapa do Ladrão (na Chã do Guindeiro), o Regueiro dos Enxurros  (na Chã Grande) e o Regueiro da Póvoa (no Alto do Espinheiro). Daí alguns atribuírem ao Regueiro da Póvoa e não á Fonte da Urze (Chã Grande) a nascente do Âncora.

Mas a disputa não é relevante, pois afinal... é sempre o alto da serra d'Arga a origem do Âncora.

Findo o repasto e após o sempre solene batismo dos companheiros Nuno Lima e Ivone Santos, dirigimo-nos ao Santuário da Srª do Minho, junto ao ponto mais elevado da serra - Bretial  (800 m).

Pouco depois chegávamos à gruta ou ermida da  Srª do Minho, tendo feito uma pausa mais prolongada nas escadas do novo templo, que  agora alberga a imagem da Senhora do Minho, com as suas tradicionais vestes regionais.

Estava-se bem ao sol, mas havia que prosseguir, pelo que fomos à foto de grupo no marco geodésico do Bretial, com os vales do Lima e do Estorão aos nossos pés.

É magnífica a paisagem circundante, mas um pouco prejudicada por uma ténue névoa, que esmorecia os contornos mais distantes.

A próxima fase tomar a ingreme calçada, que descendo nas costas do santuário da Srª do Minho passa pelo Agrote até junto de umas bouças de Outeiro de Crasto, para um pouco mais tarde atalhar para a aldeia do Cerquido.

Se a calçada inicial era de bom lajeado, embora muito desgastado pelo uso e pelo tempo, o "atalho" para o Cerquido foi por um "caminho" que mais parecia uma escombreira, o que muito dificultou o descenso e obrigou a redobrados cuidados para evitar quedas..

Os joelhos é que se queixaram com o esforço, pelo que foi debaixo da copa de uma velha carvalheira que fizemos a derradeira pausa, antes de rumar à capela de Stª Rufina, onde rematamos mais uma bela jornada na Serra d'Arga.

O lanche foi no 27.

 

José Almeida

Vianatrilhos

Templo da Senhora do Minho foi inaugurado.

Foi em Junho de 2008 que o novo Templo da Senhora do Minho foi inaugurado..

Surgiu da aspiração dos padres de Ponte de Lima "de ver no alto da Serra de Arga um cruzeiro ou algo que assinalasse a sua natureza istérica",

Foi um sonho com quase 70 anos, 24 dos quais com obra a decorrer, mas que agira concluído alberga a imagem da Senhora do Minho, trajada com tradicionais vestes regionais.

A primeira pedra do templo foi lançada em 1984, mas depois foi sendo construído ao sabor da disponibilidade financeira, pois "Qualquer pedra ou tijolo na serra custa três vezes mais.

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos:

Data 2017-04-22
Hora de início 08:43
Hora do fim 15:54
Tempo total do percurso 7h 11m
Velocidade média de deslocação 3.01 km/h
Distância total linear 14.78 km
Distância total 15.00 km
Nº de participantes 22