2016-12-17 Pelo Cabeço do Meio Dia e Chão da Franqueira

Serra d'Arga

 

É tempo de Natal, pelo que há que celebrar. Foi este o tema que nos juntou para esta atividade na Serra d’Arga – Montanha Santa, pela proximidade de Viana do Castelo, uma das zonas mais bonitas do distrito e na proximidade do local escolhido para o convívio de Natal.

Estas três razões pesaram na escolha deste percurso circular que junta dois percursos da responsabilidade da Camara Municipal de Caminha, o PR1 – Trilho do Cabeço do Meio Dia e o  PR3 - Trilho da Chã da Franqueira.
Começamos em Arga de Cima, junto à Capela de Stº Antão – Santo do Chocalho, assim designado por do seu pulso direito pender um enorme chocalho que alguns associam á presença de leprosos, que se refugiavam na serra e assim assinalavam a sua indesejada presença.

A primeira paragem foi num abrigo de caçadores, segundo o folheto, ou pastores segundo a placa de sinalização, não mais do que um pequeno abrigo de montanha, proteção para as inclemências do alto da serra.

Começamos então a descida para o rio da Pombas que serve de força motriz para vários interessantes moinhos - Moinho das Pombas de Baixo, Moinho Velho, Moinho Novo.

Adormecidos pelo cantar das águas e paisagem circundante, o ritmo era lento, mesmo demasiado lento, pelo que havia que acelerar de forma a cumprir horários, e só depois de alguma insistência deixamos as frondosas margens do Pomba para subir ao alto do Cabeço do Meio Dia, que com os seus 550m domina toda a paisagem circundante.

A subida não foi fácil, mas pagou bem o esforço, pois é local privilegiado para apreciar toda a envolvência da Serra d’Arga.

Descemos depois até às minas de Volfrâmio (Wolframite) da Franqueira (Cerejeininha), onde visitamos as bocas das galerias de exploração de minério, passando pouco depois pelas edificações do complexo mineiro onde se pode ainda ver as instalações de tratamento e lavagem do minério, que nos anos 40 era um dos locais de referência na extração de volfrâmio. Dessa época restam nos dias de hoje as memórias, as ruínas dos edifícios de apoio às minas e as minas desativadas.

Chegamos pouso depois à capela da Srª da Rocha, onde fizemos um curto desvio para apreciar a queda de água das Penas, onde o ribeiro de Arga se precipita numa vertiginosa queda de várias dezenas de metros, avisando os mais temerários para o perigo de uma queda no abismo. Aí, fizemos curta paragem para retemperar forças.

Regressados à capela da Srª da Rocha, iniciamos a subida para Arga de Baixo, passamos pela Ponte de Porto Carro, pelo Moinho de Baixo e de seguida por uma dos mais belos locais do percurso o Moinho e Ponte das Traves, encaixada nas margens xistosas do ribeiro de S. João.

Reagrupados rumamos a Arga de Cima tendo passado junto ao moinho da Fichua, cruzamos a EN no lugar da Gândara, passamos junto das ruínas do Pontão do Lobo, entretanto destruído nas enxurradas, e seguimos para o interessante conjunto de moinhos de Gândara alcançando pouco depois a capela de Stº Antão.

Estava já na hora do almoço, pelo que fomos rapidamente para Dém, onde ansiosamente aguardavam os companheiros que não puderam (ou não quiseram) caminhar. O local do repasto foi a Quintinha da Serra d’Arga, que nos reservou a sua agradável sala e nos serviu o já tardio almoço de Natal.
O dia terminou em beleza, com um bom serviço, muita alegria e convívio.

Para o ano há mais…

Boas Festas!

 

José Almeida
Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos:

Data 2016-12-17
Hora de início 09:30
Hora do fim 14:31
Tempo total do percurso 5h 01m
Velocidade média 4.4 km/h
Distância total linear 13.9 km
Distância total 14.1 km
Nº de participantes 26