2016-10-29 Regresso ao Gerês

Leonte - Vidoeiro - Prados do Conho - Prados da Messe - Albergaria - Leonte

 

Valeu a pena o adiamento desta caminhada! O dia estava mesmo propício para o nosso regresso ao Gerês.

Sol, boa visibilidade, vento fraco, temperatura amena… não podíamos querer melhor neste regresso ao Gerês, para repetir o percurso dos Prados da Messe.

Começamos na Portela do Leonte trepando para a cabana do Vidoal, seguindo de seguida para o Colo da Freza, no topo do Vale da Teixeira, que serviu de cenário à foto de grupo.

Daí voltamos a subir para a base do Borrageiro, seguindo pela Lomba do Pau, para depois descer para os Prados do Conho.

Num dia como este, as vistas da Lomba do Pau são dignas de figurar no registo das mais belas paisagens do Gerês, espelhando o que Miguel Torga disse “Nenhum outro espetáculo me dá semelhante plenitude e cria no meu espírito um sentido tão acabado do perfeito e do eterno”

Depois de uma breve paragem no Conho para descanso e reabastecimento de água, descemos para a ribeira do Porto da Vacas e depois para o Curral da Pedra, seguindo-se os Prados da Messe.

Era hora do almoço, que tínhamos planeado na mesas de pedra do exterior da cabana, mas o Gerês cativa muita gente, estando o local já ocupado com outro animado grupo de caminheiros, pelo que a alternativa foi dispersar e encontrar um espaço para sentar e comer o farnel.

No topo do prado encontram-se as ruínas de uma casa conhecida como “casa do rei“, que a lenda diz mandada construir por um rei, para pernoita das suas caçadas pela Serra do Gerês, mas que afinal se trata apenas de uma das casas florestais há muito abandonadas.

O arranque foi custoso, pois apetecia ficar a descansar na relva, mas havia que continuar e deixamos a Messe, subindo pelo Lombo do Burro, infletindo depois para Oeste, para fazer a descida da Costa da Sabrosa.

É outro ponto verdadeiramente único na paisagem do Gerês.

As formações graníticas tomam aqui forma e dimensão estranha, como enormes colunas moldadas pelos séculos e desgastadas pelos ventos, que parecem estátuas perdidas no tempo.

A descida é muito acentuada e os joelhos lá iam aguentando a custo, mas a vista para a Mata da Albergaria e a flora à nossa volta fazia esquecer tudo o resto.

Chegamos finalmente à estrada 308-1, onde reagrupamos e fizemos uma breve pausa, antes de regressar a Leonte, seguindo a margem do rio da Macieira, apreciando as primeiras tonalidades outonais da densa vegetação.

O final foi a bom ritmo, mas custoso, já que as pernas já não são o que eram e os joelhos acusavam o esforço da descida, mas tudo acabou em beleza, com direito a uma boa refrescadela na fonte da casa florestal de Leonte.

À vinda fizemos a paragem obrigatória no 27, para fazer a programação das próximas atividades e refrescar as gargantas.

 

 

José Almeida
Vianatrilhos

Dados do percurso

Informação sobre os aspetos mais significativos:

Data 2016-10-29
Hora de início 09:16
Hora do fim 16:39
Tempo total do percurso 7h 22m
Velocidade média 4.6 km/h
Distância total linear 14.9 km
Distância total 15.3 km
Nº de participantes 12